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Segunda-feira, 10 de Maio de 2010
Têxtil – Famalicão
Cronologia de algumas das mais importantes fábricas de fiação e tecidos instaladas no Concelho de Vila Nova de Famalicão
1870 – Instalação da Fábrica de Fiação de Lã do Barão da Trovisqueira - Riba d’Ave
1890 - Sampaio & Ferreira, de Narciso Ferreira - Riba d’Ave
1896 - Empresa Social de Fiação e Tecidos do Rio Ave - Pedome
1905 - Empresa Têxtil Eléctrica, de Narciso Ferreira - Bairro
1909 - Oliveira, Ferreira & Cª, de Narciso Ferreira - Riba d’Ave
1917 – Empresa Fabril do Minho, de Manuel Ferreira Barbosa - Mogege
1927 - Fábrica de Tecidos do Rio Pele (Riopele) de José Dias de Oliveira – Pousada de Saramagos
1935 - Fábrica de Fiação e Tecidos do Vale (Têxtil Manuel Gonçalves) de Manuel Gonçalves - Vale S. Cosme
http://emsc.wordpress.com
Vila Nova de Famalicão
Quinta-feira, 15 de Janeiro de 2009
Lino Carvalho / José Carvalho - Famalicão
http://emsc.wordpress.com/Presents
A Boa Reguladora _ Vila Nova de Famalicão
Eduardo Santos Carneiro, também no twitter...
http://twitter.com/eduardocarneiro
Os «manos Carvalho» como muitas vezes são citados, em jornais e livros do concelho, daí que não os separe pois o objectivo deles era comum, a fábrica de relógios «A Boa Reguladora». "Lino Gomes Costa Carvalho, notável artista relojoeiro dos fins do século XIX, nasceu em Santiago de Mouquim, concelho de Vila Nova de Famalicão...
... Em 1892 conseguira Lino Gomes Costa Carvalho a colaboração de seu irmão José Gomes Costa Carvalho, e em Abril abriram no Porto, a fábrica que ficou a chamar-se «A Boa Reguladora».
Em 1895 ... os irmãos Carvalho associaram-se com Joaquim de Oliveira Rocha, mudando a fábrica para a freguesia de S. Julião do Calendário, em Vila Nova de Famalicão. Ali continuaram os dois irmãos a produzir belos relógios.
Em Agosto de 1901 passou a fábrica a ser pertença apenas dos dois irmãos constituídos na firma J. Carvalho e Irmão, e o progresso da sua indústria foi rapidíssimo, ampliando-se as instalações com secções de fabrico de madeiras para construção, serragem, moagem e produção eléctrica..." (70).
"Lino Carvalho e José Carvalho, grandes industriais portugueses sediados em Vila Nova de Famalicão, «A Boa Reguladora» única fábrica de relógios no país e na península..., constituiu importantíssimo factor de progresso em Vila Nova de Famalicão"(71).
Estes grandes industriais eram mencionados quase todas as semanas no semanário local,”Estrella do Minho”, onde recebiam grandes elogios, como "distintos artistas, arrojados industriais" (72), "nossos amigos, activos industriais" (73), etc.
A indústria dos Irmãos Carvalho, não se cingia apenas à relojoaria, mas também à serração de madeiras, moagens e produção eléctrica.
Sobre a produção eléctrica devo mencionar a intenção dos irmãos Carvalho de dotarem a Vila de Famalicão de iluminação pública, isto é mencionado numa notícia de 24 de Maio de 1903 no jornal «Estrela do Minho», e a nota é a seguinte:
"Está prestes a concluir-se a instalação do grande motor ultimamente adquirido pela fábrica de relógios «A Boa Reguladora» dos activos industriais Carvalho e Irmão desta vila.
Ai tem a nossa terra ensejo de primeira ordem implantar aqui o alto melhoramento da luz eléctrica por preço mais económico do que nenhuma outra.
Sabemos que os proprietários da grande casa industrial se prestam a fornecer a iluminação desde que se lhes garanta apenas a despesa das instalações nas ruas, que é relativamente pequena, fazendo um preço às lâmpadas bastante económico" (74).
A nível industrial é sem dúvida uma das primeiras indústrias na Vila Nova de Famalicão, e do seu género (relógios) é a única da península Ibérica, daí que nos possamos orgulhar destes arrojados industriais, o valor da fábrica era tal que em todo o país, e segundo já constatei, encontram-se relógios da «Reguladora». Quase todas as estações dos caminhos-de-ferro portugueses possuem no seu exterior um relógio desta fábrica, fabricam-se também os contadores de água e electricidade que se podem ver em quase todas as casas portuguesas, pois são todos fabricados na «Reguladora» de Famalicão.(*)
Actualmente, ano de 2009, a empresa Boa Reguladora, em Famalicão, foi adquirida por dois dos seus antigos trabalhadores, que decidiram voltar a fabricar e a dar assistência técnica aos milhares de relógios espalhados por colecções particulares, um pouco por todo o mundo
As especificidades dos relógios são tantas que os novos proprietários da empresa, pediram a colaboração de antigos funcionários - muitos deles já reformados - que continuam a ser os únicos a saber desempenhar tarefas tão peculiares como "afinar as máquinas" e "sintonizar as Ave-Maria" com que são assinaladas todas as horas.(**)As caixas de madeira e todos os acabamentos continuarão a ser feitos em Famalicão e apenas o interior dos relógios passará a ser importado da Alemanha.
www.ecfamalic.blogs.sapo.pt
(70) Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira - Lisboa, Ed. Enciclopédia Lda., 1947, vol 12, p. 528.
(71) MACHADO, Carlos Sousa, et al -O Nosso Concelho: Obra de Todos para Todos: Vila Nova de Famalicão e as suas indústrias, comércio, profissões liberais e agricultura, Famalicão, Oficinas Gráficas Minerva - 1947.
(72) in Estrela do Minho - Famalicão, 18/Nov./1900, "Carvalho e Irmão", p.1.
(73) Idem,... 26/Abr./1903, p.3.
(74) Idem, ... 24/Mai./1903, p.2.
(*)CARNEIRO, Eduardo Manuel Santos (1997) -"Actividades Sócio-Culturais, Comerciais e Personalidades de Vila Nova de Famalicão no Início do Século XX", Boletim Cultural nº 14, C.M.F., V. N. Famalicão.
(**) Agência Lusa
http://emsc.wordpress.com/
Sábado, 4 de Outubro de 2008
Presidentes da República Portuguesa

BERNARDINO MACHADO

Figura portuguesa ilustre, de quem já se falou e estudou bastante.Devo apenas retratá-lo, reportando-me a notas biográficas retiradas de livros e de um jornal semanário de Vila Nova de Famalicão, vou portanto recuar ao tempo de Bernardino Machado e fazer um retrato escrito de como ele era visto no início do século XX, na sua terra – Vila Nova de Famalicão. “Bernardino Luís Machado Guimarães nasceu em 28 de Março de 1851 no Rio de Janeiro, para onde seu pai António Luís Machado Guimarães, emigrara, ido da freguesia de Joane, concelho de Vila Nova de Famalicão.Bernardino Machado, filho dos que viriam a ser os primeiros Barões de Joane, sempre se orgulhou da sua ascendência plebeia.Fez os seus estudos secundários no Porto e os superiores em Lisboa onde frequentou a antiga faculdade de Matemática até ao terceiro ano, passando depois para a de Filosofia. Numa e noutra alcançou os primeiros prémios” (61).“Formou-se em filosofia (1873).Aprovado plenamente foi nomeado professor da faculdade de Filosofia em 28 de Fevereiro de 1877. Tinha então vinte e seis anos” (62).O jornal «Estrella do Minho» dá grandes elogios a Bernardino Machado, exaltando a sua personagem.“O Sr. Conselheiro Bernardino Machado, o mais fino ornamento de pedagogia de que o país justamente se orgulha tanto mais que esse belo atributo se dá as mãos com o seu carácter diamantino, alma aberta para tudo quanto seja praticar o bem …” (63).Bernardino Machado, já em 1903 se assumia como um republicano e isso pode ver-se numa nota que profere numa conferência em Lisboa.“-Depois de uma análise feita à obra dos partidos monárquicos que governam o pais, declarou nada mais podermos esperar deles e que apenas via no partido republicano a única entidade em que era dado esperar-se a radical reforma dos processos governativos e a salvação do pais”(64).“Bernardino Machado, figura republicana ilustre, educador, pedagogo, professor universitário, parlamentar, embaixador, duas vezes chefe do governo e outras tantas Presidente Eleito da República, incansável batalhador pela causa democrática …”*
______________
(61) Bernardino Machado, Breves Notas Biográficas, Porto, 1984
(62) Idem, Ibidem
(63) in Estrella do Minho – Famalicão, 07/Out/1900, “Dr. Bernardino Machado”, p.1
(64) in Estrella do Minho – Famalicão, 08/Nov./1903, “Conselheiro Bernardino Machado
*CARNEIRO, Eduardo Manuel Santos (1997) -"Actividades Sócio-Culturais, Comerciais e Personalidades de Vila Nova de Famalicão no Início do Século XX", Boletim Cultural nº 14, V. N. Famalicão.
Sexta-feira, 12 de Setembro de 2008
Arqueologia Industrial


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" A Indústria Têxtil - Contexto Histórico", a "Arqueologia Industrial na Região do Vale do Ave" (Concelho de Vila Nova de Famalicão).
Para fins de investigação e pesquisa documental, devem salientar-se as fábricas de Pedome, Riba de Ave, Delães, Bairro(Caniços), Pousada de Saramagos, Vale S.Cosme, Lousado, Joane, Esmeriz... - todas no concelho de Famalicão...
Ex: Pedome
A fábrica de Ribeiro Guimarães & Salazar, estabelecida em Pedome, "foi fundada em 1890 por Manuel José Alves Salazar, constituindo então uma pequena unidade de tecelagem manual, a exemplo de muitas outras então existentes na Bacia do Ave. Em 1896 constitui uma sociedade comercial em nome colectivo com Manuel José Ribeiro Guimarães, sob a denominação “Ribeiro Guimarães & Salazar”. Será este o responsável pela introdução de teares mecânicos, que representavam 71% do capital com que reforçou a empresa"*. (...) esta empresa não iniciou a sua actividade pela fiação de algodão, mantendo-se como tecelagem, embora fosse mecanizada a partir de 1896, dado que a fiação só é introduzida no ano de 1907, quando já laborava sob outra razão social, denominada “Empresa Social de Fiação e Tecidos do Rio Ave & Cª Lda”. "Tratava-se sem dúvida de uma pequena fábrica que, em 1912, dispunha de 248 fusos e 25 teares mecânicos, e utilizava um motor a gás pobre de 100 CV e uma roda hidráulica de 25 CV, servindo esta só para accionar a tecelagem. Durante a estiagem a energia fornecida pela roda era substituída por um motor eléctrico de 30 CV"*.
Fonte: * Prof. José Lopes Cordeiro - Univ. Minho.
Pesquisa documental, sobre a região do Vale do Ave( Famalicão), realizada por Eduardo Manuel Santos Carneiro.
Ex: Pedome
A fábrica de Ribeiro Guimarães & Salazar, estabelecida em Pedome, "foi fundada em 1890 por Manuel José Alves Salazar, constituindo então uma pequena unidade de tecelagem manual, a exemplo de muitas outras então existentes na Bacia do Ave. Em 1896 constitui uma sociedade comercial em nome colectivo com Manuel José Ribeiro Guimarães, sob a denominação “Ribeiro Guimarães & Salazar”. Será este o responsável pela introdução de teares mecânicos, que representavam 71% do capital com que reforçou a empresa"*. (...) esta empresa não iniciou a sua actividade pela fiação de algodão, mantendo-se como tecelagem, embora fosse mecanizada a partir de 1896, dado que a fiação só é introduzida no ano de 1907, quando já laborava sob outra razão social, denominada “Empresa Social de Fiação e Tecidos do Rio Ave & Cª Lda”. "Tratava-se sem dúvida de uma pequena fábrica que, em 1912, dispunha de 248 fusos e 25 teares mecânicos, e utilizava um motor a gás pobre de 100 CV e uma roda hidráulica de 25 CV, servindo esta só para accionar a tecelagem. Durante a estiagem a energia fornecida pela roda era substituída por um motor eléctrico de 30 CV"*.
Fonte: * Prof. José Lopes Cordeiro - Univ. Minho.
Pesquisa documental, sobre a região do Vale do Ave( Famalicão), realizada por Eduardo Manuel Santos Carneiro.
Quarta-feira, 6 de Agosto de 2008
A Igreja de Santiago de Antas começou por ser a igreja de um mosteiro. Sabe-se que pertenceu ao antigo Mosteiro da Ordem do Templo e há documentos comprovativos de que em 1549 era propriedade dos Cónegos Regrantes de Santo Agostinho. Entretanto o mosteiro desapareceu, tendo apenas resistido a igreja que é, presentemente, igreja paroquial.
Esta igreja foi classificada como imóvel de interesse público no ano de 1958.
Na opinião de vários especialistas em história da Arte, a Igreja de Santiago de Antas é um monumento construído “entre o segundo e o terceiro quartel do século XIII com tipologia arquitectónica românica de transição para o gótico (Assis, 2005). Relativamente à data de edificação desta igreja, Carlos Alberto Ferreira de Almeida refere: “Temos (…) nesta igreja três oficinas diferentes, a primeira das quais poderá datar-se dos derradeiros anos do século XII e a última da segunda parte de Duzentos” (Almeida, 1986,p75).
A igreja de Santiago de Antas sofreu ainda modificações “Mais tarde, no Século das luzes, além das influências da Contra-Reforma, com vestígios maneiristas e barrocos, foram abertas frestas para dar luminosidade à Igreja, por forma a serem contempladas as diversas obras de arte colocadas no interior do templo.
Já no século XIX, entre outras intervenções, destaque para a construção de uma torre sineira, de estilo ogival ou gótica e para as talhas neoclássicas” (Assis et Pereira, 2005).
Pesquisa de:
Ana Paula Quinta Castro Faria Carneiro
& Eduardo Santos Carneiro
http://sol.sapo.pt/blogs/eduardocarneiroEsta igreja foi classificada como imóvel de interesse público no ano de 1958.
Na opinião de vários especialistas em história da Arte, a Igreja de Santiago de Antas é um monumento construído “entre o segundo e o terceiro quartel do século XIII com tipologia arquitectónica românica de transição para o gótico (Assis, 2005). Relativamente à data de edificação desta igreja, Carlos Alberto Ferreira de Almeida refere: “Temos (…) nesta igreja três oficinas diferentes, a primeira das quais poderá datar-se dos derradeiros anos do século XII e a última da segunda parte de Duzentos” (Almeida, 1986,p75).
A igreja de Santiago de Antas sofreu ainda modificações “Mais tarde, no Século das luzes, além das influências da Contra-Reforma, com vestígios maneiristas e barrocos, foram abertas frestas para dar luminosidade à Igreja, por forma a serem contempladas as diversas obras de arte colocadas no interior do templo.
Já no século XIX, entre outras intervenções, destaque para a construção de uma torre sineira, de estilo ogival ou gótica e para as talhas neoclássicas” (Assis et Pereira, 2005).
Pesquisa de:
Ana Paula Quinta Castro Faria Carneiro
& Eduardo Santos Carneiro
Eduardo Santos Carneiro
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Quarta-feira, 25 de Junho de 2008
Alberto Sampaio - Historiador

"Alberto da Cunha Sampaio,
nasceu em Guimarães a 15 de Novembro de 1841. Passa a sua infância dividida entre Guimarães, de onde sua mãe era natural, e a Quinta da Boamense na freguesia de S. Cristóvão de Cabeçudos do concelho de Vila Nova de Famalicão, propriedade do seu pai de quem ficou orfão apenas com três meses de idade... (48)."Fez os primeiros estudos no colégio de Landim, freguesia do concelho de Famalicão, terminados os primeiros estudos segue para Braga onde se prepara para entrar na única universidade de então - a de Coimbra. Aí matriculou-se na faculdade de Direito em 1858, concluindo Alberto Sampaio a sua formatura em 1863.
A passagem por Coimbra e a convivência que aí manteve com homens de talento excepcional como Antero de Quental, João de Deus, Teófilo Braga, Eça de Queiroz, Guerra Junqueiro e tantos outros, influenciaram profundamente a sua formação intelectual" (49).
Podemos concluir do que aqui foi referido, e tendo por base outros documentos que o Dr. Alberto Sampaio era sem dúvida uma pessoa de grande talento. Era "excepcionalmente inteligente, culto e sabedor. Alberto Sampaio dedica-se apaixonadamente ás investigações históricas e aos estudos agrícolas revelando-se o historiador exacto, rigoroso e profundo.
Os estudos históricos-económicos atraem-no e a eles se dedica com entusiasmo (50).
Do imenso labor de Alberto Sampaio nascem «As Vilas do Norte de Portugal» e mais tarde «As Póvoas Marítimas»..., trabalhos que o colocam ao nível dos nossos maiores historiadores de então: Alexandre Herculano e Gama Barros" (51).
"A obra de Alberto Sampaio está também dispersa em revistas científicas, onde se vê que ele denota uma invulgar penetração critica e poder de análise" (52).
Foi sem dúvida um grande historiador, o Dr. Alberto Sampaio viajou pelo estrangeiro e conhecia-lhe as opiniões eruditas. Permaneceu algum tempo em Lisboa frequentando meios literários, sobretudo o da Gazeta de Portugal, mas nenhuma das suas cartas é datada da capital; é de Guimarães, de Famalicão em cujo concelho se situava a casa paterna de Boamense (53), Casa situada num local calmo, o lugar exacto para se poder reflectir e repousar.
O Dr. Alberto Sampaio faleceu com a idade de 67 anos, no dia 1 de Dezembro de 1908, na sua casa de Boamense, e acerca da sua morte vou citar um extracto do jornal semanário «Estrella do Minho» de Famalicão no qual está escrito:
"-Faleceu em Boamense, Cabeçudos, o Dr. Alberto Sampaio que era um escriptor erudito que deixa um nome notável como historiador e ethenographo. A sua obra dispersa em revistas scientificas, denota uma invulgar penetração critica e poder de analyse que o collocam a par com os mais proeminentes publicistas...
... Era um grande espírito, prespicaz e inconfundível. Pois apesar d'isso era quasi um desconhecido entre nós" (54). Realmente Alberto Sampaio era um desconhecido na sua época em Famalicão, pois em Famalicão ele refugiava-se na sua quinta, mas o meio intelectual português conhecia-o bem, era um homem de valor nacional.*
_________
(48) FARIA, Emília Sampaio Novoa, Notas Biográficas Sobre Alberto Sampaio-s/l, Câmara Mun. de V. N. de Famalicão-s/d, p17
(49) Idem, Ibidem
(50), (51) FARIA, Emília Sampaio Novoa, Notas Biograficas Sobre Alberto Sampaio-s/l, Câmara Mun. de V. N. de Famalicão-s/d,
(52), (53) In Estrella do Minho - Famalicão, 6/Dez/1908, "Dr. Alberto Sampaio", p.1.
A passagem por Coimbra e a convivência que aí manteve com homens de talento excepcional como Antero de Quental, João de Deus, Teófilo Braga, Eça de Queiroz, Guerra Junqueiro e tantos outros, influenciaram profundamente a sua formação intelectual" (49).
Podemos concluir do que aqui foi referido, e tendo por base outros documentos que o Dr. Alberto Sampaio era sem dúvida uma pessoa de grande talento. Era "excepcionalmente inteligente, culto e sabedor. Alberto Sampaio dedica-se apaixonadamente ás investigações históricas e aos estudos agrícolas revelando-se o historiador exacto, rigoroso e profundo.
Os estudos históricos-económicos atraem-no e a eles se dedica com entusiasmo (50).
Do imenso labor de Alberto Sampaio nascem «As Vilas do Norte de Portugal» e mais tarde «As Póvoas Marítimas»..., trabalhos que o colocam ao nível dos nossos maiores historiadores de então: Alexandre Herculano e Gama Barros" (51).
"A obra de Alberto Sampaio está também dispersa em revistas científicas, onde se vê que ele denota uma invulgar penetração critica e poder de análise" (52).
Foi sem dúvida um grande historiador, o Dr. Alberto Sampaio viajou pelo estrangeiro e conhecia-lhe as opiniões eruditas. Permaneceu algum tempo em Lisboa frequentando meios literários, sobretudo o da Gazeta de Portugal, mas nenhuma das suas cartas é datada da capital; é de Guimarães, de Famalicão em cujo concelho se situava a casa paterna de Boamense (53), Casa situada num local calmo, o lugar exacto para se poder reflectir e repousar.
O Dr. Alberto Sampaio faleceu com a idade de 67 anos, no dia 1 de Dezembro de 1908, na sua casa de Boamense, e acerca da sua morte vou citar um extracto do jornal semanário «Estrella do Minho» de Famalicão no qual está escrito:
"-Faleceu em Boamense, Cabeçudos, o Dr. Alberto Sampaio que era um escriptor erudito que deixa um nome notável como historiador e ethenographo. A sua obra dispersa em revistas scientificas, denota uma invulgar penetração critica e poder de analyse que o collocam a par com os mais proeminentes publicistas...
... Era um grande espírito, prespicaz e inconfundível. Pois apesar d'isso era quasi um desconhecido entre nós" (54). Realmente Alberto Sampaio era um desconhecido na sua época em Famalicão, pois em Famalicão ele refugiava-se na sua quinta, mas o meio intelectual português conhecia-o bem, era um homem de valor nacional.*
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(48) FARIA, Emília Sampaio Novoa, Notas Biográficas Sobre Alberto Sampaio-s/l, Câmara Mun. de V. N. de Famalicão-s/d, p17
(49) Idem, Ibidem
(50), (51) FARIA, Emília Sampaio Novoa, Notas Biograficas Sobre Alberto Sampaio-s/l, Câmara Mun. de V. N. de Famalicão-s/d,
(52), (53) In Estrella do Minho - Famalicão, 6/Dez/1908, "Dr. Alberto Sampaio", p.1.
*Pesquisa de: CARNEIRO, Eduardo Manuel Santos (1997) – "Actividades Sócio-Culturais, Comerciais e Personalidades de V. N. Famalicão no início do século XX", Boletim Cultural nº 14, C.M.Famalicão,V. N. Famalicão.
Segunda-feira, 16 de Junho de 2008
S. Pedro de Esmeriz - Vila Nova de Famalicão
A Honra de Pereira, Esmeriz -V.N.Famalicão
Rui Gonçalves Pereira, nascido por volta do ano de 1205, teria sido provavelmente o primeiro Senhor da Honra de Pereira em Esmeriz. Documentos de 1285, já referem Pedro Rodrigues Pereira, como sendo Senhor da Honra de Pereira - S.Pedro de Esmeriz… A Quinta de Pereira em Esmeriz, pertenceu também a D. Pedro Afonso(...), que casou com Dª Beatriz Pereira, no ano de 1401, ela, Dª Beatriz era filha de D. Nuno Álvares Pereira e, como dote pelo seu casamento com o infante, receberia as terras de Barroso e Barcelos, a que se juntavam outros coutos e honras de Entre-Douro-e-Minho e de Trás-os-Montes, bens que se vinham acrescentar às doações de D. João I a seu filho, sobretudo os julgados de Viana, Faria e Vermoim, julgado este ao qual ESMERIZ pertencia…*
Rui Gonçalves Pereira, nascido por volta do ano de 1205, teria sido provavelmente o primeiro Senhor da Honra de Pereira em Esmeriz. Documentos de 1285, já referem Pedro Rodrigues Pereira, como sendo Senhor da Honra de Pereira - S.Pedro de Esmeriz… A Quinta de Pereira em Esmeriz, pertenceu também a D. Pedro Afonso(...), que casou com Dª Beatriz Pereira, no ano de 1401, ela, Dª Beatriz era filha de D. Nuno Álvares Pereira e, como dote pelo seu casamento com o infante, receberia as terras de Barroso e Barcelos, a que se juntavam outros coutos e honras de Entre-Douro-e-Minho e de Trás-os-Montes, bens que se vinham acrescentar às doações de D. João I a seu filho, sobretudo os julgados de Viana, Faria e Vermoim, julgado este ao qual ESMERIZ pertencia…*
*CARNEIRO, Eduardo Manuel Santos (1997) -"Actividades Sócio-Culturais, Comerciais e Personalidades de V. N. Famalicão no início do século XX", CM V.N.Famalicão, V. N. Famalicão.
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